Mas…

de Germana Downing

Ler a Bíblia é uma das melhores coisas desta vida. Melhor ainda quando algo salta do texto e nos ensina coisas, nos relembra algo, ou simplesmente nos encoraja. Em Dezembro gosto de voltar a ler o início dos Evangelhos, especialmente de Mateus e Lucas, a fim de rememorar as narrativas sobre o nascimento de Jesus. Hoje, enquanto lia Lucas 1:5-25, uma pequena palavra me chamou atenção. Continue lendo

Confiança

O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias. Salmos 23
 

Através da História, grandes homens nas artes e na literatura realizaram suas obras em momentos de crise. Michelangelo pintou a Capela Sistina no Vaticano em angústia e êxtase. Lutero escreveu o maravilhoso hino “Castelo Forte” sob as tensões e lutas que enfrentava em meio à reforma religiosa na Alemanha. Davi enfrentou muitas situações dramáticas em sua vida, e o Salmo 23 reflete essas experiências. Uma das mais críticas ocorreu quando foi injustiçado por seu próprio filho que ambicionava o reinado do pai. Absalão havia “comprado o coração” do povo, e este passou a segui-lo em lugar de Davi. (2 Samuel 15.2-6). Havia choro, lágrimas e muita tristeza em Davi quando saiu de Jerusalém e subia o Monte das Oliveiras fugindo do seu querido filho: “Davi, porém, continuou subindo o Monte das Oliveiras, caminhando e chorando, com a cabeça coberta e os pés descalços” (2 Samuel 15.30). E fugia com toda a sua família e o povo mais achegado. No entanto, Davi sabia que Deus faz justiça e por isso diz com confiança “guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome”. É possível que nessa fuga, caminhando para o exílio, num momento difícil de angústia e sofrimento, atravessando um “vale de trevas e morte”, Davi tenha escrito o Salmo 23, o mais querido de todos. Ele expressa a confiança do rei ao longo de toda a sua vida. É a confiança que somente quem vive com Deus possui quando passa por momentos dramáticos, até mesmo de trevas e morte: “O Senhor é o meu Pastor; de nada terei falta”. O que confia no Senhor pode dizer em seu coração com toda a certeza que ele é o seu Pastor supremo. Essa deve ser a confiança de todo cristão fiel ao Senhor. Deus é bondoso e misericordioso. Ele não permitirá que o seu servo fiel sofra só, pois está ao seu lado e a sua presença maravilhosa não lhe faltará nos momentos de crise e sofrimento. – JG

Não há nada a temer quando você confia no Senhor.

Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33

 

Artigo retirado de: Pão Diário – O livro de leituras devocionais diárias nº 14 – Texto de 13 de novembro

Reputação

É mesmo impressionante o quanto as aparências são importantes para nós. Mas se elas não forem o reflexo do nosso caráter, serão aparências vazias, sem nenhum significado. Quando olhamos para nós sabemos que, muitas vezes, não somos o que demonstramos ser.  Deus também sabe. Talvez seja por isso que há tantos corações e mentes deprimidos.

Tem bico de pato, mas não é pato; tem cauda de castor, mas não é castor… O que é, o que é? É o ornitorrinco!

A reflexão abaixo foi retirada, na íntegra, do livro de leituras devocionais diárias Pão Diário Edição 14 – Leitura do dia 2 de julho.

Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos;
 porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.
 Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.
Provérbios 3. 1-4 Continue lendo

Crise

Li esse artigo no Pão Diário e gostei demais! Às vezes perdemos de vista o foco da nossa fé. Foi uma reflexão excelente para mim.

 
Leitura Bíblica: Hebreus 6.13-20
 

A mais conhecida crise econômica da historia moderna ocorreu de 1929 a 1933, quando esforços e economias de vidas inteiras sumiram como bolhas de sabão. As pessoas entraram em pânico ao se ver repentinamente na miséria e alguns até se suicidaram.

Quanto ou o que cada um precisaria perder para não ter mais nenhuma esperança? Pensar nisso me fez revisitar meus valores e repensar quais seriam meus tesouros mais queridos. Na verdade, nossos tesouros podem variar muito: bens materiais, saúde, pessoas amadas, beleza, juventude e o que mais? O maior tesouro de cada um é aquilo sem o qual não vale mais a pena viver.

O ser humano sempre vai para onde seu coração já foi antes e, conforme Mateus 6.21, “onde estiver o seu tesouro, aí também está o seu coração”. Ora, se toda minha confiança estiver em determinado bem, quando ele se for levará junto minha mente (chamada na Bíblia de “coração”), e lá irei eu atrás dele, janela abaixo. Então, o que “segura a barra” quando tudo desaba?

Navios dependem da âncora, que ali está principalmente para a hora da tempestade, quando fixa a embarcação e impede que ela seja destruída. Aqueles que optaram pelo suicídio depois da crise de 1929 fizeram isso porque perderam a esperança que era a âncora da sua alma. No texto de hoje o escritor fala dessa âncora, uma habitação para o coração que, firmada além do horizonte visível das circunstâncias, faz toda a diferença. Que esperança é essa? Veja o contexto: as promessas de Deus.

Ser cristão não é “seguir uma religião” e tentar obedecer a um punhado de regras de “não pode”, tentando agradar a divindade para ver se consegue um lugarzinho melhor no céu, ou quem sabe uma “mãozinha” divina nos afazeres daqui. Seguir Jesus Cristo é exatamente aprender a viver neste mundo usufruindo as circunstâncias sem delas depender – porque o coração está mais além, firmado nas promessas de Jesus. (MHJ – Pão Diário, Edição 14 – de 12/05/2011)