Canjiquinha Mineira à Moda da Goiana

A goiana é a Dona Cordelia, minha mãe, que conheceu a canjiquinha na casa de amigas e acabou modificando algumas coisinhas, como assar a costelinha no forno e servi-la separadamente. Originalmente, costuma-se cozinhar as carnes junto com a canjiquinha. Na minha opinião, a “goiana” aprimorou a receita. Experimente!

 

1ª Etapa – Costelinha
3 kg de costelinha suína
8 dentes de alho, sal, pimenta vermelha, pimenta do reino
1 laranja

Soque bem 5 dentes de alho com sal, pimenta do reino e pimenta vermelha e tempere a carne adicionando também o suco da laranja.
Disponibilize uma panela de alumínio ou ferro. Precisamos da borra que ficará grudada na panela, portanto, panela de teflon não serve.
Coloque a carne para cozinhar com água pura, sem óleo. Não cubra a carne com a água. Se necessário vá acrescentando mais aos poucos. Quando a carne já estiver macia, deixe secar a água até que forme uma borra no fundo da panela. Retire a costelinha e para assar no forno médio já quente. Escorra a gordura da panela, mas não a lave.
Quando estiver dourada, retire da forma ainda quente para não encharcar na gordura derretida.
Cuide para que esteja pronto simultaneamente aos outros itens.
Sirva bem quente.

2ª Etapa – Canjiquinha
250 g de canjiquinha de milho (xerém)
1 cebola grande ralada
2 dentes de alho socados
Sal
Pimenta vermelha (opcional)
1 litro de água fervente
1 pires de cebolinha verde picada miúda

Lave bem a canjiquinha trocando a água algumas vezes. Deixe-o de molho por 1 hora.
Quando colocar a costelinha no forno, ferva 1 litro de água na panela de pressão destampada. Coloque a canjiquinha com sal (pouco) na água fervente e tampe a panela. Quando pegar pressão, marque 1 minuto e desligue o fogo e deixe a pressão sair sozinha.
Na panela onde cozinhou a costelinha (que deverá estar suja da borra da costelinha), frite a cebola e o alho até dourar (se for necessário adicionar um pouco de óleo para fritar o alho e a cebola, use o que escorreu da fritura da costelinha). Acrescente a canjiquinha já cozida com um pouco da água do cozimento pela metade. Mexendo sempre, para não grudar no fundo da panela, deixe ferver até reduzir a água e engrossar a canjiquinha. Acerte o sal e a pimenta.
Sirva bem quente.

3ª Etapa – Couve
400 g couve cortada bem fininha
2 dentes de alho picado bem miudinho ou bem socado
Sal

Quando a canjiquinha estiver no ponto, já encorpada, refogue os 2 dentes de alho em 3 colheres de óleo quente e deixe corar com o cuidado de não o queimar.
Coloque a couve para refogar junto, misturando bem. Use pouco sal.
Sirva bem quente.

Observações:
O ponto da canjiquinha da foto ficou mole. Deve ficar mais pastoso. Não é sopa. Não esperei o ponto porque já estava muito tarde e o pessoal estava me apressando…
Também acabei me esquecendo de colocar a cebolinha verde. Por isso não aparece na foto. Mas o gosto estava perfeito!

Receita de Cordelia Carneiro Horst

Serve 6 pessoas

 

 






			

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